MEIO AMBIENTE

Aumento anormal de temperaturas entre 2018 e 2022



O planeta Terra terá anos mais quentes do que a média entre 2018 e 2022, além de um aumento da probabilidade de eventos extremos, como secas, inundações por chuvas intensas e furacões. A previsão está em um estudo publicado 14 de agosto de 2018 na revista "Nature".

Ele usa um novo modelo para realizar esse cálculo que leva em consideração tanto a tendência de aquecimento global provocada pelo aumento da emissão de gases de efeito estufa quanto a variabilidade natural das temperaturas.

"Nossa previsão para 2018 (com base em dados até 2017) sugere temperaturas mais altas", dizem Florian Sévellec, da Universidade de Brest, na França, e Sybren Drijfhout, da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Segundo os autores, as médias de temperatura podem ser entre 0,02°C e 0,07°C mais altas.

O aumento de calor se repete ao longo de cinco anos, até 2022. Essa elevação anormal da temperatura reforça a tendência de aquecimento global a longo prazo, aponta a pesquisa. A probabilidade de temperaturas extremas, como verões muito quentes e invernos com recordes de baixa temperatura, também é elevada devido às mudanças climáticas.

Segundo os autores, o modelo estatístico desenvolvido no estudo permitiu previsões probabilísticas confiáveis das temperaturas médias da superfície da Terra e do mar.

"Previsões precisas e confiáveis de temperaturas globais são fundamentais para determinar os impactos regionais da mudança climática, que aumentam a temperatura global, com extremos de precipitação, secas severas ou intensa atividade de furacões", afirmam os autores no estudo.


A mesma geleira de Muir, no Alasca (EUA), agora vista em 1941 (à esquerda) e em 2004 (à direita) - Foto: 1941/Ulysses William O. Field; 2004/Bruce F. Molnia

Recordes de calor
Em um sinal claro das mudanças climáticas, causadas pela concentração de gases de efeito estufa, os anos entre 2015 e 2017 foram os mais quentes já registrados, de acordo com dados da Organização Meteorológica Mundial.

O ano de 2016 continua com a marca recorde de temperaturas desde que começaram a ser colhidas de forma sistemática, em 1880. Já 2017 passou a ser considerado como o ano mais quente sem a presença do fenômeno do El Niño.

No ano passado, a temperatura média da superfície terrestre foi 1,1ºC acima da era pré-industrial, o mesmo nível registrado em 2015. Em 2016, o registrado apontava para 1,2ºC.

Em 2015, a temperatura média mundial na superfície da Terra registrou pela primeira vez 1°C acima dos níveis pré-industriais (entre 1850 e 1900). O aquecimento global, consenso entre 97% dos cientistas, vem acompanhado da maior ocorrência e da intensificação de catástrofes ambientais como secas, temporais, inundações e ondas de calor .

No Acordo do Clima de Paris, assinado por mais de 180 nações em 2015, os países se comprometeram a adotar medidas voluntárias para frear o aquecimento global em no máximo 2°C. Ainda sem ações consideradas efetivas, o mundo ruma para um aquecimento de 4°C até 2100.

Fonte: UOL São Paulo
Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org

Meio Ambiente - OpenBrasil.org

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